SUP COMO INCLUSÃO SOCIAL

Verônica Guerra é professora de Educação Física e por muito tempo deu aulas em academias, além de trabalhar como personal trainner. Foi somente com o nascimento do filho que Verônica diminui o ritmo da profissão. Seu marido então comprou uma prancha de surf stand up paddle. Como moravam em São Vicente, o amor foi imediato.

No começo era só o lazer, mas não demorou muito para que a professora se aventurasse no SUP e começasse a competir. Nesta mesma época, Verônica começou a trabalhar na APAE de Santos. Relacionando o esporte com o trabalho, percebeu que o SUP era extremamente indicado para a inclusão social. A facilidade de aprendizado e os benefícios físicos poderiam servir como instrumento terapêutico.

Luzia foi uma das primeiras a ter aula de SUP. (foto: Verônica Guerra)

Luzia foi uma das primeiras a ter aula de SUP. (foto: Verônica Guerra)

A primeira aluna foi Luzia, deficiente visual, que foi até a praia com uma amiga interessada nas aulas. Porém, foi a própria Luzia que decidiu se aventurar no surf. Verônica a ensinou todas as dicas e procedimentos. A mulher rapidamente pegou os macetes e até hoje surfa com a professora em São Vicente, provando que para o esporte não existem limites.

Depois do resultado positivo, outros alunos vieram para conhecer o SUP. Casos como o de Artur, 6 anos e portador da síndrome de Angelman. Ele não andava e nem falava, apesar de ser muito agitado. Foi um grande desafio, mas com determinação e muito amor pelas crianças, tudo ocorreu bem, com Artur conseguindo ficar em pé e se divertindo com a nova experiência. 

O SUP traz enormes benefícios para crianças. (foto: Verônica Guerra)

O SUP traz enormes benefícios para crianças. (foto: Verônica Guerra)

Verônica Guerra não parou e hoje ajuda muitas outras crianças especiais, inclusive autistas, levando não só o SUP até elas, mas como o prazer da diversão. Além disso, ela costuma participar de outras modalidades, como a canoagem, onde disputou etapas do Campeonato Paulista de Canoagem Oceânica.

Uma bela história que nos mostra que ainda existe pessoas interessadas em ajudar e não apenas em ver problemas. Aprendam com a professora, pois para mudar é preciso agir! O surf não possuí preconceitos, o surf é para todos!